Volume 21, # 1   —  Abril 2020

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Embora tenhamos recém terminado o mês dedicado à Mulher, estamos aqui, incluindo uma reflexão da Irmã Ethel Howley, que vocês talvez lembram, foi nossa primeira representante nas Nações Unidas em 1995, 25 anos atrás. Ethel assistiu a Conferência de Beijing sobre o empoderamento da mulher. Nós sabemos que ainda temos um longo caminho a fazer para tornar possível que as mulheres se libertem da opressão e do medo; mas é bom lembrar que as conexões que fazemos diariamente nos nossos ministérios podem ser importantes para os direitos humanos.

Beijing nos 25

Por Ethel Howley, SSND

UN Photo/Milton Grant

UN Photo/Milton Grant

Vinte e cinco anos atrás, na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher em Beijing, China (4-15 de Setembro 1995), as Nações Unidas convocaram o mundo para uma ação, afim de fazer uma diferença na vida da Mulher e da menina em todo o mundo. A Plataforma para a Ação, e a Declaração de  Beijing, especificamente, estabelecem algumas medidas para proteger e promover os direitos humanos da Mulher e da Menina como parte integral dos direitos humanos universais.

Para mim, a experiência de Beijing foi uma ótima oportunidade e um privilégio. Sou muito grata por eu estar lá.  Cinco IENS (eu e três Irmãs do Japão, e uma de Guam) participamos na Conferência e no Fórum da ONG.

Um ponto alto para mim foi o Fórum /ONG em Huairou, 32 milhas de Beijing, alguns dias antes da Conferência das Nações Unidas. Encontrei e falei com muitas mulheres de uma variedade de países. Trinta mil (30,000) mulheres e alguns homens viajaram longas distâncias para falar uma com a outra, escutar uma a outra, e responder às necessidades das outras, da melhor maneira possível. Nesta Conferência, foram feitas propostas para mudar certas situações para que as mulheres fossem empoderadas e tivessem plena participação em todas as esferas da sociedade.

Beijing foi um grande sucesso para a Menina. Eu tinha participado na Comissão Preparatória, de volta a Nova York durante o ano anterior, e naquela época, nós tínhamos trabalhado com delegadas oficiais para incluir uma Capítulo sobre a Menina. Muitas mulheres da ONG do primeiro mundo, não queriam que as Meninas tivessem uma atenção especial, temendo que isso pudesse afastá-las das preocupações do adulto. As delegadas africanas foram as mais força fizeram para conseguir que a Menina tivesse seu próprio objetivo estratégico.

Quando eu me tornei a Representante da Congregação na ONG, as Nações Unidas já estavam em reuniões preparatórias e planos, para Fórum Mundial para o desenvolvimento Social em Copenhagen e a Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher em Beijing. Eu achei que a nossa participação nestas conferências pudesse ser uma forma de envolver algumas IENS da Europa e da Ásia, bem como da América do Norte, moldando a Agenda Global em Copenhagen para os pobres do mundo; e em Beijing para as mulheres do mundo.

O conceito de comunidade global me lembrou de muitas maneiras enquanto estava na China. Um encontro numa viagem com mulheres de diferentes continentes se tornou uma realidade para mim.

Um dia eu estava viajando de Huairou para Beijing; duas mulheres embarcaram no ônibus e   sentaram-se no lado oposto de mim. Eu perguntei: “De onde vocês são?” Elas responderam: “Lithuania.” Eu então expliquei que eu era uma Irmã católica e que uma das nossas Irmãs tinha ido a Lithuania algumas vezes para fazer programas de televisão sobre como ensinar inglês. Eu  apresentei seu nome como Valuckas porque pensei que isso soava Lithuanês, e que elas pudessem reconhecer o nome. Uma das mulheres disse: ”Eu conheço a Irmã Bárbara! Eu a assisto cada dia na televisão, e trabalho as lições de inglês semanais que ela nos deu.”

Enquanto isso, uma outra mulher, alguns assentos à minha  nossa frente, se voltou e perguntou: você é uma Irmã católica ?” Eu disse:”Sim”.Ela perguntou: ”A que Congregação você pertence?” Eu disse:”:”Irmãs escolares de Nossa Senhora.” Com isso, uma jovem da frente se levantou e disse:” Eu me formei na Faculdade de Notre Dame de Maryland, em Baltimore e eu sou de Fiji.” Eu respondi:”Eu também me formei na Faculdade de Notre Dame de Maryland.” Quando eu falei com ela depois de desembarcar do ônibus, eu soube que ela tinha se formado em junho, último e que era um membro oficial da delegação Fiji para a Conferência. Acredito que as duas mulheres eram representantes do seu país Beijng ou de uma Organização não-governamentaI nestas reuniões históricas internacionais, graças ao papel desempenhado pelas IENS nas suas vidas –uma de  Lithuania –  porque aprendeu inglês através da Irmã Bárbara Valuckas, e a outra a recém graduada – por causa da sua formação na Faculdade em Baltimore. Mais tarde elas estavam felizes por nos ver (IENS) de se encontrar conosco e fazer conexões com outros aspectos de suas vidas.

Capa do livro/ foto/ Sister Ethel Howley

Capa do livro/ foto/ Sister Ethel Howley

Enquanto nós mulheres comemoramos estes 25 anos, reconhecemos que há ainda um longo caminho a nossa frente para traduzir os compromissos de Beijing serem traduzidos em ações para todas as mulheres de todo o mundo. Uma promessa, a longo prazo, pelos governantes, é necessária para cumprir este processo. Contudo, sabemos que em muitas comunidades, muito mais meninas estão nas escolas, ao invés de passar horas buscando água para o uso caseiro. Alguns países têm mais mulheres participando e conseguindo cargos governamentais. Nos campos da Ciência, mais mulheres estão se graduando e obtendo melhores empregos.

Acredito que todas nós precisamos apoiar os compromissos e objetivos estabelecidos em 1995. “O empoderamento das mulheres e sua total participação na base da igualdade em todas as esferas da sociedade, incluindo a participação no processo da tomada de decisões, e o acesso ao poder são fundamentais para o progresso de igualdade, de desenvolvimento e da paz.” (Declaração de Beijing,13)

Dia Internacional dos Direitos Humanos:
Dezembro 10

Por Sister Kathy Schmittgens, Coordenadora Internacional da Shalom

Continuamos a educar aos que servimos, no entendimento dos direitos humanos e o quanto é necessário e importante trabalhar pelos direitos de todos. Seguem algumas atividades do dia 10 de dezembro na Polônia.

Crianças com seus professores do Jardim de Infância MadreTeresa em Opole, espontaneamente agradeceram a Deus por todos os dons de Deus, e confiaram a Deus, principalmente aqueles que sofrem de maneiras diferentes no mundo. As crianças se questionaram sobre os direitos que nós temos e escreveram, da sua maneira, vários direitos humanos escolhidos por elas

Human Rights Day in Poland

No Centro da Criança Madre Teresa em Wrocław, professores organizaram aulas para celebrar o 30º aniversário da adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança, o documento mais importante no mundo, sobre os direitos da criança.

Buscando Projetos para Energia Sustentável

Por Sister Kathy Schmittgens, Coordenadora Internacional da  Shalom

Image by Greg Altman from Pixabay

Image by Greg Altman from Pixabay

Cada ano o Conselho Geral distribui fundos para energia sustentável ou outros projetos ecológicos. Elas fazem isso para prover uma “compensação do carbono” para suas viagens que elas precisam fazer cada ano. Projetos no passado incluem painéis solares em Honduras, Nepal e Ghana; uma bomba solar de água na Gâmbia; e os painéis solares no telhado do generalato. Elas estão pedindo propostas para projetos semelhantes mais uma vez.  A proposta deve incluir uma descrição da necessidade, uma estimação do custo (com uma companhia, se possível) e como esta proposta pode ajudar com a energia sustentável ou outros benefícios ecológicos.

Favor enviar a proposta para Kathy Schmittgens até o fim de junho.

75º  Aniversário das Nações Unidas

Seja parte da Conversação Global, completando
o mapeamento das Nações Unidas online.
Vá para
https://un75.online/

UN Photo/Steven Bornholtz

UN Photo/Steven Bornholtz

Você apóia a Campanha da Geração de Igualdade?

Por Sister Beatriz Martinez-Garcia, Diretora do escritório das IENS na ONG-NU

Vinte cinco anos atrás, 189 Estados_ Membros adotaram a declaração de Beijing e a Plataforma para Ação para assegurar o avanço dos direitos da mulher e o empoderamento. A Declaração de Beijing identifica as 12 seguintes áreas críticas de preocupação:

  1. A mulher e a pobreza,
  2. Educação e o treinamento da mulher,
  3. A mulher e a saúde,
  4. Violência contra a mulher,
  5. A mulher e o conflito armado,
  6. A mulher e a economia,
  7. A mulher no poder e na tomada de decisões,
  8. Progresso da mulher,
  9. Os Direitos Humanos da mulher,
  10. A mulher e os Meios de comunicação,
  11. A mulher e o meio-ambiente, e
  12. A Menina.

Recentemente, mulheres da Nações Unidas lançaram a Campanha de Igualdade de Geração multi-geração para comemorar o Aniversário de 25 de Beijing 1995, e acelerar a igualdade de ações do gênero. Esta campanha foca nos seis seguintes aspectos que afetam a vida da mulher e do homem.

  • Salário igual
  • Partilha igual do cuidado e trabalho doméstico sem remuneração
  • Fim do assédio sexual, e todas as formas de violência contra a mulher e a menina
  • Serviço de cuidado à saúde que responde às suas necessidades
  • Participação igual na vida política
  • Tomada de decisões em todas as áreas da vida

Vinte e cinco anos se passaram entre estes dois esquemas de preocupação pela mulher. Você, provavelmente, testemunhou/experienciou alguns destes avanços que resultaram da adoção da Declaração de Beijing e a Campanha de Igual Geração. Se alguma prioridade está faltando na segunda lista, o que você acrescentaria? Por quê?

A Campanha de Geração Igual encoraja as pessoas de todas as gerações, não apenas imaginar um mundo onde todos têm direitos e oportunidades iguais, mas também trabalhar juntos e tornar isso uma realidade para todos. Você apóia a Campanha da Igualdade de Geração.

Para mais informação sobre esta Campanha click here.

Boletim Shalom/NU-ONG é uma publicação trimestral das IENS:
via della Stazione Aurelia 95, 00165 Roma · tel: +39.06.6652.01; fax: +39.06.6652.0234.

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